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Amigos e Irmãos,

Em nossa Igreja, quando começamos a praticar o evangelho e somos confirmados como membros somos entrevistados por nossa autoridade da Capela, com o fim de nos conhecer melhor e dar conselhos a respeito de nossas vidas o Bispo conversa conosco e dá conselhos pessoais.  Muitas coisas foram ditas em minha entrevista inicial, porém, como parte de meu testemunho, devo–lhes ressaltar sobre o aconselhamento que ele me deu sobre o Dízimo.

Fui criado pelos meus pais freqüentando a Igreja Adventista do Sétimo Dia, hoje sou “Mormon”. Pela minha criação com base religiosa compreendo muitas das coisas contidas nas doutrinas da minha nova Igreja e das demais que existem por aí, então já tinha ouvido falar do Dízimo e sabia que era para a manutenção da Igreja. Porém, nunca dei muita atenção a isso. O Bispo em minha entrevista me explicou a importância e pediu para que eu devolvesse os 10% de minha renda à Igreja, que é a instituição de Deus na Terra, o dono de tudo que tocamos, comemos, adquirimos, destruímos e usamos. Nada mais justo do que dar 10% do que temos para ajudar que Sua casa seja mantida, não é mesmo?

Eu acho. Creio que a escritura no livro de Malaquias 3:8–10 é verdadeira.

Então, no domingo posterior a minha entrevista, entreguei meu dizimo integral, arredondado para cima porque não queria por moedas no envelope. Nesta época eu ganhava R$ 456 então depositei no envelope R$ 46, fazendo uma faculdade de custos altos como a minha (Curso de Direito), materiais sempre atualizados, almoços com os amigos do estágio e meu carinho pelos meus equipamentos eletrônicos, esse dinheiro saiu de minha carteira com um peso, que foi sustentado e suportado pela minha fé e obediência aos mandamentos.  Eu achava que essa quantia ia me fazer falta, mas pensei “Darei um jeito.”

Outra coisa dispendiosa em meu dia–a–dia é minha passagem de ônibus para a capital, onde estudo. Só consegui minha bolsa de estudos e estágios “bons” lá, então na época tinha que desembolsar R$ 240 mensais só de passagem, mais da metade da minha “renda”, em passagens de ônibus!  Sorte a minha que na maioria das vezes meu pai contribuía comigo com esse valor, porém nem sempre ele tinha condições de dar. Acabava que de uma forma ou de outra eu tinha que tirar do meu bolso.

Três dias depois de ter devolvido meu dízimo a Deus – importante frisar que não se paga, se devolve, já que tudo que temos é Dele! – eu abri minha carteira antes de descer do ônibus, e vi que só tinha a passagem para aquela semana, e não teria trocados nem para lanchar algo entre a aula e meu serviço, nem para ajudar ninguém, nem nada. Lembrei-me da história da viúva e a farinha que só tinha o suficiente para ela e o filho comerem, depois morrerem de fome. Ri de mim mesmo e pensei em dezenas de estratégias de conseguir dinheiro. Em todas me daria mal porque ficaria devendo.

Logo após eu descer do ônibus, um antigo amigo da família, estava me esperando no ponto. Fazia muito tempo que não o via, ele estava bem e sorrindo. Aí falou comigo:

– É com você mesmo que quero falar!
– Comigo? – A princípio não entendi.

– Sim! Eu sei que você gasta muito dinheiro com passagem, sua mãe vive comentando…

– É verdade. – Nessa hora eu tremi.

– Pois bem, eu estou vindo para o trabalho de carona com meu filho. Meu passe eletrônico de ônibus está lotado de crédito, não posso deixar que a empresa veja que tenho muito acumulado ou vão cancelá-lo. E as vezes, meu filho não pode me trazer.

– Hummm.

– Usa ele pra mim? Tem quase R$ 800 em passagens aí, no meio do mês eu pego ele para recarregar de depois te empresto novamente.

– Não vai lhe prejudicar?
– Não! Vai me ajudar, não posso deixar eles acumulados…

– Tudo bem! – Peguei o cartão e me assombrei. Me despedi e fui para minha aula.


O dinheiro das minhas passagens caras que sobraram se converteu em vários almoços para mim, e pude também ajudar um grande amigo do serviço que estava com muita fome e não tinha dinheiro, pois era pai de família, sua renda era para casa e filhos.  Depois que o mês acabou, o cartão ainda continuou comigo e meu dinheiro rendeu mais ainda. Como havia mudado de trabalho, só receberia no outro mês, quando completaria 30 dias trabalhados, para complicar mais minha vida financeira. Mas o cartão perdurou até esses dias e não precisei me preocupar com passagens caras. Pude me alimentar bem e tranquilamente, começar meu novo trabalho e prestar este testemunho.

Eu digo que o evangelho que me foi pregado é verdadeiro, Cristo vive, Deus é real, e os filhos obedientes são abençoados.

Membros, entreguem vossos Dízimos à Igreja! Ela só pode continuar de pé com ele, e você só pode se manter de pé por entregá-lo a ELE!

Saudações a todos!

Todo inicio de algum projeto é complicado, ainda mais quando se trata de religião. Um tema bem controverso e apavorante em meio a sociedade corriqueira e materialista de hoje em dia. O que dizer então de uma igreja que é perseguida por muitos desde sua fundação, e, ainda hoje sofre com difamações injustas fundadas em atos de discidentes que usam o nome da Igreja para praticarem deliberalidades.

Meu compromisso com você neste blog é comentar, ensinar, testificar e falar sobre a Igreja verdadeira de Jesus Cristo nos dias de hoje, trazendo sempre experiências próprias e depoimentos de amigos próximos que demonstrarem a veracidade dos benefícios da vida com Deus e sob influência do Espírito Santo.